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Gestão de Demanda de Viagens

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)


Desafios

Perda de produtividade e de tempo, poluição atmosférica e outros transtornos decorrentes dos congestionamentos estão cada vez mais presentes nas cidades brasileiras. A contínua ampliação da infraestrutura viária, no entanto, já se provou insuficiente e uma solução inviável, considerados os altos investimentos envolvidos. Nesse cenário, a Gestão da Demanda de Viagens (GDV) surge como uma solução eficaz, mas ainda pouco difundida nas cidades brasileiras. O conceito inclui medidas que atuam na cultura e no modo de como a população se desloca pela cidade e tem como objetivo a otimização do uso da infraestrutura e dos serviços disponíveis, incentivando modos mais sustentáveis de deslocamento.

Soluções

Tendo em vista que, nas grandes cidades brasileiras, até 60% das viagens realizadas diariamente acontecem por motivos de trabalho, empregadores desempenham um papel fundamental em mitigar os impactos causados pelo transporte. A atuação do WRI Brasil em GDV está focada na implementação de planos e estratégias de mobilidade corporativa em locais que atraem um alto volume de deslocamentos. O objetivo é reduzir a dependência do automóvel e promover o uso de opções de transporte mais sustentáveis nos deslocamentos casa-trabalho, como a bicicleta, o transporte coletivo e a carona. Embora não controlem a forma como seus funcionários vão ao trabalho, as organizações podem estimular a mudança de hábitos de deslocamento ao prover informações e alterar políticas e incentivos culturalmente voltados ao transporte motorizado individual.

Nos últimos anos, o WRI Brasil tem disseminado esse conceito na sociedade, em organizações e órgãos públicos brasileiros. Apoiamos a implementação de planos de mobilidade corporativa em grandes organizações, onde, por meio de diagnósticos do padrão de deslocamento dos funcionários, verificaram-se as estratégias mais efetivas para uma mobilidade mais sustentável. Na Cidade Administrativa de Minas Gerais, por exemplo, foram implementadas duas linhas dedicadas de Bus Rapid Transit (BRT) diretas do centro da cidade, oferecendo uma opção de transporte qualificada para os 17 mil funcionários. Em Curitiba, a PUCPR introduziu uma política de estacionamento para as 27 mil pessoas que iam de carro até a universidade. Inspirada pelos projetos de GDV em andamento, a cidade de Belo Horizonte promulgou, com o apoio do WRI Brasil, a primeira política pública de mobilidade corporativa baseada em GDV na América Latina. Essa política pública exige que grandes organizações (com mais de 200 funcionários, além de todas as escolas e universidades) implementem um plano de mobilidade corporativa para compensar o impacto dos deslocamentos diários.

A disseminação do conhecimento e experiência do WRI é realizada por meio de guias, como o Passo a Passo para a Construção de um Plano de Mobilidade Corporativa, e sessões de engajamento das quais já participaram quase seis mil pessoas até o momento, incluindo funcionários do setor público e privado, planejadores urbanos, acadêmicos e público em geral.


Ferramentas e materiais de apoio:

Passo a Passo para a Construção de um Plano de Mobilidade Corporativa

Folder Gestão da Demanda de Viagens e Mobilidade Corporativa

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