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Florestas

O Brasil tem vasto potencial para desenvolver uma bioeconomia forte com base nos produtos de sua biodiversidade, tanto os derivados da madeira como os de outras origens. Atualmente, a economia florestal já é responsável por 1% do PIB nacional, e há espaço e tecnologia para crescer. As emissões provenientes do desmatamento representaram 65% do total das emissões brasileiras de GEE entre 1990 e 2014. A NDC brasileira estabelece como metas acabar com o desmatamento ilegal e restaurar e reflorestas 12 milhões de hectares. Além disso, o Brasil assumiu o compromisso de recuperar a vegetação nativa, promover o reflorestamento em larga escala, recuperar áreas degradadas e adotar práticas de agricultura de baixo carbono em 22 milhões de hectares até 2030.

O WRI Brasil promove o planejamento inteligente do uso e ocupação do solo brasileiro, articula e desenvolve estratégias para conciliar o desafio de produzir alimentos, fibras e combustíveis e, ao mesmo tempo, conservar a biodiversidade e manter os serviços ambientais fundamentais para o bem-estar humano. Auxiliamos o país a adotar práticas inteligentes no planejamento do uso do solo, a fim de garantir funcionalidade e produtividade em larga escala. Algumas ações dessa abordagem de trabalho são:

  • desenvolver um sistema para monitorar a restauração em todo o país;
  • mobilizar órgãos governamentais, empresas do agronegócio e outros tomadores de decisão para uma economia de restauração florestal;
  • desenvolver uma economia de restauração florestal com espécies nativas.

Exemplos desse trabalho são o apoio à elaboração do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa e a articulação que resultou na participação do Brasil no Desafio de Bonn e na Iniciativa 20x20, com a meta de restaurar 20 milhões de hectares de áreas degradadas na América Latina e no Caribe até 2020.

Também atuamos para acelerar a agenda nacional de recuperação da vegetação nativa e estimular a economia da cadeia dos produtos e serviços da floresta. Desenvolvemos uma metodologia para identificar áreas com potencial de autorrecuperação ecológica e, assim, apoiar a adoção de políticas públicas de restauração mais baratas e eficientes. Trabalhamos na aplicação da ROAM – Metodologia de Avaliação de Oportunidades de Restauração, que alavanca ações de restauração de paisagens florestais em larga escala. E estudamos e divulgamos o papel da infraestrutura natural (áreas verdes) na promoção da segurança hídrica.

NÚMEROS

  • O país tem as maiores áreas de floresta tropical e planície inundável do planeta, abrigando uma biodiversidade que representa 20% das espécies existentes no mundo.
  • O Brasil é considerado o país com um dos maiores potenciais de suprir a demanda mundial por alimentos, que deve aumentar em 70% até 2050.
  • Acabar com o desmatamento ilegal, recuperar a vegetação nativa e promover o reflorestamento e a agricultura de baixo carbono em 22 milhões de hectares até 2030 são metas brasileiras.
  • As oportunidades de uma economia florestal sustentável colocam o Brasil como o quinto país com maior potencial para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

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