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Transporte Ativo

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)


Desafios

Andar a pé é a forma mais democrática de se locomover, o modo de transporte mais antigo e o mais utilizado em todo o mundo. Juntamente com a bicicleta, constituem uma forma saudável de mobilidade tanto para as pessoas quanto para as cidades, já que promovem a atividade física e não poluem. Além disso, resultam em enormes benefícios para a sociedade em termos de acesso às atividades cotidianas, como emprego, educação e serviços públicos.Grande parte das viagens feitas pela população nas cidades brasileiras é realizada a pé e em bicicleta. Entretanto, esses modos não têm obtido o reconhecimento necessário durante o planejamento, concepção ou financiamento das infraestruturas urbanas e dos projetos de transporte.

Soluções

O WRI Brasil trabalha na mudança de paradigma da mobilidade urbana, ao incentivar a priorização da circulação das pessoas em detrimento dos veículos motorizados, através do incentivo a investimentos sistemáticos em transporte ativo e da regulamentação de normas e diretrizes que garantam uma mobilidade segura para as pessoas. Nosso objetivo é criar ruas compartilhadas e seguras para todos. Nossos especialistas na área têm trabalhado fortemente com as cidades brasileiras, através da produção de conhecimento e da capacitação e assistência técnica aos governos e atores interessados.

Trabalhamos com o objetivo de apoiar as cidades na elaboração de projetos urbanos que incentivem os deslocamentos ativos. A recém lançada publicação “8 princípios da calçada: construindo cidades mais ativas” aborda, na forma de um guia, os mais importantes princípios para o planejamento, a construção e a manutenção de calçadas qualificadas e acessíveis. Na mesma linha, a publicação “Acessos Seguros – Diretrizes para qualificação do acesso às estações de transporte coletivo” auxilia as cidades a qualificarem as áreas do entorno das estações de transporte de média e alta capacidade de forma a integrar com qualidade o transporte ativo ao transporte coletivo e torna-los competitivos em relação ao automóvel.

O WRI Brasil desenvolveu o “Checklist de Acessibilidade para corredores de ônibus e BRT” para aplicar as diretrizes de acessibilidade nas cidades brasileiras, como aconteceu em Belo Horizonte. Lá também apoiamos um concurso público para o redesenho de áreas da cidade que representam desafios ou verdadeiras barreiras para a acessibilidade de milhares de pessoas. Igualmente, foi realizado em São Paulo um concurso de ideias para intervenções em três áreas da cidade sob o conceito de zonas de velocidade reduzida.

O trabalho do WRI Brasil também foca em influenciar a elaboração de políticas públicas para mobilidade ativa. Foi o caso da coordenação da força tarefa para estabelecer ações prioritárias de fomento ao transporte ativo, a revisão da legislação brasileira no que tange a mobilidade ativa de crianças e as "Orientações para elaboração de políticas públicas", que sistematizam conceitos de zonas de baixa velocidade, mobilidade no entorno de escolas e acesso ao transporte coletivo.


Ferramentas e materiais de apoio

8 princípios da calçada: construindo cidades mais ativas

Acessos Seguros – Diretrizes para qualificação do acesso às estações de transporte coletivo

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