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Para ser segura e inclusiva, a mobilidade precisa da participação das mulheres

Seja nos casos de assédio e violência sofridos no dia a dia, ao se deslocar pela cidade, ou na pouca participação nos processos de tomada de decisão, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos quando o assunto é mobilidade. Um ambiente urbano mais seguro e equitativo para as mulheres depende da compreensão de que a violência não é apenas física – tem entre suas causas não apenas agressões diretas, mas também a maneira como a própria cidade é planejada e construída.

A voz das mulheres precisa ser ouvida.

Assim, com o objetivo de aumentar a participação das mulheres e incluir a perspectiva de gênero no planejamento e na gestão da mobilidade urbana, nasceu a Coalizão Mobilidade Urbana na Perspectiva das Mulheres. Há um ano, profissionais de diferentes organizações e engajadas no tema reúnem-se para trocar conhecimentos e debater melhorias para a mobilidade sob a perspectiva de gênero.

Embora as mulheres representem mais de metade dos usuários de transporte coletivo no Brasil, ainda são minoria nos cargos de gestão. Como resultado, temos legislações, políticas públicas e sistemas de transporte planejados sem considerar questões e necessidades específicas de gênero. Essa é a realidade que precisa mudar.

Com essa mudança em mente, o grupo já elaborou duas propostas para melhorar o transporte coletivo de São Paulo. A primeira envolve qualificar a coleta e a análise de dados relativos à violência contra a mulher na mobilidade urbana, a fim de criar um ambiente seguro para denúncias e um melhor entendimento, por parte da sociedade, sobre a violência contra a mulher na mobilidade. A segunda é qualificar a infraestrutura dos terminais de transporte a fim de promover mais segurança, acessibilidade e equidade de gênero. Os dois projetos passarão por um refinamento e, então serão encaminhados para a prefeitura, onde devem contar com o apoio da SPTrans para a implementação.

A Coalizão Mobilidade Urbana na Perspectiva das Mulheres foi concebida pelo WRI Brasil e se estabeleceu com o apoio de diversos coletivos da cidade de São Paulo: SampaPé, Bike Anjo, Pé de Igualdade, Corrida Amiga, Cidade Ativa, Ciclocidade, Transparência Hacker, além da Práxis Socioambiental, consultoria que mediou os encontros do grupo e auxiliou na produção dos projetos finais.

No vídeo abaixo, conheça a história do grupo e os resultados desse trabalho.

 

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